Compliance 2026: o que sua empresa deve fazer para se manter atualizada

A agenda regulatória brasileira entrou em um novo estágio de maturidade. O debate sobre compliance em 2026 não se limita mais à existência de políticas formais ou à criação de áreas internas para atender exigências legais. O foco se deslocou para a capacidade real das empresas de sustentar controles, demonstrar diligência e responder com rapidez a ambientes cada vez mais fiscalizados e orientados por dados.

Gestores, CEOs e donos de empresas enfrentam um cenário em que a tolerância a falhas diminuiu drasticamente. Órgãos reguladores ampliaram o uso de tecnologia, investidores passaram a exigir padrões mais elevados de governança e a sociedade cobra posicionamentos claros diante de desvios éticos. Nesse contexto, manter o compliance atualizado deixou de ser uma questão operacional e passou a ser um fator de sobrevivência institucional.

Compliance 2026 exige decisões estruturais. Exige investimento contínuo, integração entre áreas e, principalmente, envolvimento direto da alta liderança. Empresas que tratam o tema como um projeto pontual tendem a acumular fragilidades que se manifestam justamente nos momentos de maior exposição.

O novo cenário regulatório e o impacto direto no compliance em 2026

O ambiente regulatório brasileiro se tornou mais sofisticado e mais rigoroso. Dados do Banco Central do Brasil mostram um aumento consistente nas exigências relacionadas a controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e governança corporativa, especialmente para setores regulados como financeiro, energia, saúde e infraestrutura

Paralelamente, a Controladoria-Geral da União intensificou ações de fiscalização com base na Lei Anticorrupção, ampliando acordos de leniência e responsabilizações administrativas. Em 2023, a CGU registrou mais de 4.000 empresas punidas ou em processos administrativos relacionados à integridade

Esse movimento regulatório afeta diretamente a forma como o compliance deve ser estruturado em 2026. Não basta mais reagir a fiscalizações. As empresas precisam demonstrar capacidade preventiva, evidenciar controles e comprovar que decisões estratégicas passam por critérios de conformidade.

Outro fator relevante é a integração entre órgãos reguladores. Receita Federal, COAF, Banco Central e CVM passaram a compartilhar informações com maior frequência, reduzindo a margem para inconsistências entre declarações fiscais, operações financeiras e relatórios internos

Compliance 2026 passa a ser, portanto, um sistema de sustentação do negócio. Ele conecta estratégia, operação e responsabilidade jurídica em um único fluxo de governança.

Compliance 2026 e a pressão por governança corporativa efetiva

Governança corporativa deixou de ser um conceito restrito a grandes companhias abertas. Estudos do IBGC indicam que empresas de médio porte que adotam práticas estruturadas de governança apresentam menor exposição a riscos legais e maior acesso a crédito

Em 2026, o compliance se consolida como um dos pilares centrais da governança. Conselhos de administração, comitês de auditoria e lideranças executivas são cada vez mais responsabilizados por falhas sistêmicas, mesmo quando não há envolvimento direto em irregularidades.

Casos envolvendo grandes empresas brasileiras mostram que a ausência de governança efetiva costuma anteceder crises reputacionais. Investigações relacionadas a falhas de controles internos, conflitos de interesse e decisões sem respaldo técnico tendem a apontar fragilidade no modelo de compliance adotado.

Empresas que evoluíram nesse aspecto, como organizações do setor financeiro e de energia listadas na B3, passaram a integrar compliance, gestão de riscos e auditoria interna em estruturas únicas de governança. Essa integração permite respostas mais rápidas, maior rastreabilidade e redução de zonas cinzentas decisórias

Compliance 2026 exige que a governança deixe de ser formal e se torne funcional. A estrutura precisa influenciar decisões reais, inclusive aquelas que envolvem crescimento, fusões, novos mercados e relacionamento com terceiros.

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Tecnologia, dados e automação como pilares do compliance em 2026

A transformação digital alterou profundamente a forma como os riscos são identificados e tratados. A Receita Federal do Brasil confirmou a ampliação do uso de inteligência artificial e cruzamento automatizado de dados para fiscalização tributária e combate a fraudes

Esse avanço tecnológico obriga as empresas a revisarem seus modelos de compliance. Processos manuais, controles fragmentados e ausência de monitoramento contínuo se tornam vulnerabilidades evidentes em um ambiente regulado por algoritmos.

Compliance 2026 pressupõe automação de controles, integração de bases de dados e análise contínua de riscos. Ferramentas de monitoramento permitem identificar padrões anômalos, antecipar desvios e documentar decisões com maior precisão.

Empresas brasileiras que investiram em governança de dados conseguiram reduzir significativamente os riscos operacionais e fiscais. Relatórios do Serasa Experian mostram que organizações com processos automatizados de compliance apresentam menor índice de inconsistências cadastrais e financeiras

Além disso, a automação fortalece a capacidade de resposta diante de fiscalizações. Em vez de reconstruir informações após uma notificação, a empresa passa a operar com evidências disponíveis em tempo real, o que reduz impactos reputacionais e jurídicos.

Cultura organizacional e liderança como fatores críticos no compliance 2026

Nenhuma estrutura de compliance se sustenta sem cultura organizacional alinhada. Pesquisas do Instituto Ethos indicam que empresas com programas de integridade incorporados à rotina de gestão apresentam menor incidência de desvios éticos

Compliance 2026 exige envolvimento direto da alta liderança. O conceito de tone at the top deixa de ser discurso e passa a ser critério de avaliação de maturidade institucional. Gestores que tratam compliance como responsabilidade exclusiva de uma área técnica tendem a criar zonas de fragilidade.

Empresas brasileiras que avançaram nesse aspecto adotaram modelos em que executivos são corresponsáveis pelos indicadores de conformidade. Metas de integridade, riscos e governança passaram a integrar avaliações de desempenho e remuneração variável.

Essa abordagem reduz conflitos entre áreas e fortalece a percepção de que compliance é parte do negócio, não um entrave. Em 2026, a expectativa do mercado é que decisões estratégicas sejam justificadas não apenas por retorno financeiro, mas também por critérios de conformidade e sustentabilidade.

O que sua empresa precisa fazer agora para atender o compliance em 2026

Preparar-se para compliance 2026 exige ação imediata e estruturada. O primeiro passo é revisar o modelo atual e identificar lacunas entre política formal e prática operacional. Muitas empresas possuem documentos robustos, mas controles frágeis na execução.

O segundo passo é integrar compliance, gestão de riscos e governança em um único fluxo decisório. Estruturas isoladas dificultam a identificação de riscos sistêmicos e aumentam o tempo de resposta a eventos críticos.

O terceiro ponto é investir em tecnologia e dados. Automação, monitoramento contínuo e rastreabilidade não são mais diferenciais, mas requisitos mínimos para operar em ambientes regulados.

Por fim, é fundamental envolver a liderança. Compliance 2026 não será sustentado por áreas técnicas isoladas. Ele depende de decisões claras, responsabilidades definidas e disposição para enfrentar riscos antes que se tornem crises públicas.

Empresas que iniciam esse movimento agora tendem a atravessar os próximos ciclos regulatórios com mais previsibilidade, menor exposição e maior credibilidade perante o mercado.

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A Meritum é uma solução tecnológica de gestão e controle de programas de integridade composta por ferramentas avançadas que visam auxiliar gestores a coordenar em tempo real os principais processos necessários para um bom desempenho da empresa no enquadramento de leis e boas práticas relacionadas ao tema.