A tecnologia é essencial em alguns pontos para que um programa de compliance funcione de forma efetiva

Em 21/08/2018

Site TERRA
06  Agosto 2018 | Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino 

Em primeiro lugar, é necessário que se entenda exatamente o que é compliance. Traduzido do inglês para o português, o termo significa “conformidade”. Refere-se a agir de acordo com normas e regras estabelecidas pela legislação na qual a instituição está inserida. Ou seja, um programa de compliance é o instrumento que ajuda a empresa a se manter dentro das exigências legais, bem como dentro das políticas, códigos de ética e de conduta instituídos pela companhia, explica Bruno Fagali.

Umas das vantagens de se ter um programa de compliance é a transparência do negócio e a construção positiva da imagem do empreendimento — destacando-se, desta forma, entre os concorrentes.

Vale destacar que, no Brasil, desde o ano de 2013, existe a Lei nº 12.846/2013, chamada de Lei Anticorrupção. A legislação foi criada na tentativa de garantir que as instituições se mantenham dentro do cenário que é exigido por lei. A pena para quem descumpre as normas legais, de acordo com a Lei Anticorrupção, pode chegar a multas com valor correspondente a até 20% do faturamento bruto do negócio.

A adoção de padrões e códigos de conduta e de ética, bem como políticas e procedimentos de integridade aplicáveis a todos os funcionários de uma organização; a existência de um canal de denúncias dentro das empresas; e a realização periódica de treinamentos relacionados ao programa de compliance da companhia são algumas das exigências que podem ser encontradas na Lei Anticorrupção.

Bruno Fagali ainda lembra um aspecto importante quando se pensa em compliance: os fornecedores, prestadores de serviços e demais terceiros que trabalham em parceria com uma instituição.

Não basta preocupar-se apenas com as suas políticas internas, é preciso também avaliar bem com quem trabalhar, firmar laços e vincular a imagem. A conduta inadequada de um parceiro pode ser extremamente prejudicial para uma empresa — ainda que ela não tenha relação direta com o que foi feito de errado.
Mas, e a tecnologia?

A tecnologia é essencial em alguns pontos para que um programa de compliance funcione de forma efetiva. Tais como:

Na comunicação

É fundamental informação e clareza a respeito das normas de conduta e ética dentre todos os funcionários, diretoria e parceiros de um negócio para que ele se mantenha alinhado com a legislação. E, nesse sentido, a existência de um programa e uma infraestrutura que possam garantir o fluxo de informações, de forma íntegra, é imprescindível. E quem pode ajudar com isso é, justamente, os recursos da Tecnologia da Informação (TI), ressalta o advogado Bruno Fagali.

É missão dos profissionais de compliance sempre trabalhar em conjunto com a equipe de TI — para assim possibilitar a comunicação efetiva entre as unidades de negócio da empresa e a alta direção, bem como garantir a otimização do fluxo de informações.

Ainda, faz parte do programa de compliance difundir uma conduta de integridade. Promover ações de bloqueio de dispositivos e sites inapropriados, por exemplo.

Na redução das falhas do sistema

Bruno Fagali reporta que as fraudes nas empresas são, muitas vezes, ocasionadas por conta de sistemas ou softwares pouco preparados que admitem muitas falhas. É um aspecto no qual a equipe de TI deve ficar sempre atenta.

Para minimizar a existência desses riscos, o compliance prevê ações como: aumento dos controles internos; detalhamento de normas e procedimentos da companhia; programas de treinamento e capacitação; e criação de programas de contingência ou para administrar as falhas nos sistemas são algumas das ações pensadas em um programa de compliance para minimizar os riscos de fraudes.

Na coleta e análise de dados

Hoje em dia, para crescer no mundo corporativo é preciso planejamento estratégico — e isso envolve a coleta e análise, de forma rápida e prática, de um grande número de informações, que ajuda os empresários a tomarem decisões mais embasadas.

Os dados e informações, entretanto, precisam ser confiáveis. E existem soluções tecnológicas adequadas para essa ocasião também, acentua o advogado Bruno Fagali.

Pode-se dizer, portanto, que existe, inclusive, uma proporcionalidade entre a presença da tecnologia no dia a dia de um empreendimento e o número de processos e fatores incluídos nas normas de controle interno. Ou seja, quanto mais tecnologia, provavelmente, maior será a efetividade de um programa de compliance. Ambas as equipes, de compliance e TI, precisam pensar na segurança de dados, na integridade da informação, bem como nos controles de acesso, monitoramentos, regras de privacidade, entre outros aspectos da área.